Friday, February 19, 2010

Rede de Aldeias Globais

Aldeias Globais pressupõe um território de baixa densidade, cuja conectividade lhe permita competir com qualquer local do mundo no contexto de uma economia digital.

Escolhida a localidade, o conceito materializa-se na recuperação de um edifício com valor patrimonial com alguma carga simbólica na historia daquela comunidade (posto fronteiriço, cadeia, casa de magistrados, lagar, etc...).

A refuncionalização de um espaço a partir do qual se difunde a energia da dinâmica do projecto: núcleo de criatividade e base de trabalho dos actores da economia digital. Este espaço ganha especial relevância na medida em que constitui o espaço de co-working, portal físico para o mundo global.

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Friday, September 25, 2009

Economia: Inventem-se Novos Sabores

A gastronomia de ontem não é igual à actual.

É consensual que a sociedade procura novos ingredientes com o fim de reduzir a massa gorda dos seus sistemas.

As saladas vieram para ficar, no momento em que sabemos que nos previnem diversas doenças e permitem-nos ser mais saudaveis, logo mais resistentes a epidemias futuras.

Tempos houve que a gordura era formosura e um bebé gordinho era sinónimo de saúde e não de obesidade futura, como o tempo veio demonstrar.

Hoje vivemos uma economia mais leve. As empresas portuguesas de base tecnológica têm ganho competitividade a nível global e a “industria do conhecimento” relativizou o Calcanhar de Aquiles de um território periférico.

Existem muitas centenas de weak signals sobre potenciais produtos portugueses em mercados externos que serão certamente bem mais importantes de avaliar que os dados históricos da economia em que os produtos transformados teimavam em não passar fronteiras.

Thursday, August 27, 2009

Economia DNS


Já lhe chamaram "Nova Economia" e os economistas não gostaram!
Concordemos que dizia muito pouco sobre esta era da "revolução digital".

A actividade económica corre hoje em bits. Os serviços desmaterializaram-se e cada um de nós contribui directamente para essa massa informativa.

O contacto passou a operar-se por mail, e isso possibilita a participação a partir do ponto que mais nos convier.
A substituição dos Edifícios-Sede em endereços WEB veio decompor e desmaterializar as organizações.
Nenhum de nós saberá localizar geograficamente o Plano Tecnológico, a Nespresso ou a Brother mas o endereço web ocorre-nos instantaneamente se delas necessitarmos.
Este processo traz uma renovada competitividade aos territórios que reúnem melhores condições de vida, permitindo a estes um reposicionamento estratégico para a angariação de empreendedores e de recursos humanos qualificados.
O projecto Novos Povoadores responde a esta oportunidade.

Sunday, August 9, 2009

A Hora do Software Territorial

A Europa Comunitária realizou nos últimos 20 anos elevados investimentos em Hardware Territorial - Hospitais; infra-estruturas de transporte; Universidades; Equipamentos Desportivos e Culturais - com o objectivo de apetrechar esses territórios de boas condições de vida para as suas populações.

Mas para que esses equipamentos façam sentido é necessário que existam pessoas que os habitem, que utilizem esses equipamentos e que os mesmos sejam explorados para o desenvolvimento das suas actividades profissionais valorizando a cadeia de valor em que participam.
E isso nem sempre acontece, apenas e só, porque não existem actividades económicas que sejam capazes de os dinamizar.

Para que serve então um pavilhão multiusos sem eventos? Ou um núcleo empresarial sem empresas? Ou mesmo uma estrada sem carros?

E este é o momento em que nos encontramos em muitas regiões europeias: Capacitá-mo-las com esse Hardware Territorial mas ainda não desenvolvemos o Software Territorial que permita a essas regiões de criarem valor, emprego, em suma, de criarem vida!

Saturday, May 23, 2009

Empreendedorismo: O software territorial

Vou poupar o leitor às estatísticas que demonstram que a distribuição de riqueza depende muito mais do empreendedorismo do que do emprego.
E faz sentido. A economia tem riscos e oportunidades e são os empreendedores que têm a capacidade de os absorver, isto é, de serem actores da economia em que operam.

Este é um ano em que o poder local vai a votos. Na fase do hardware territorial, os mandatos foram avaliados pela capacidade dos autarcas em fazer OBRA: Pavilhões Polidesportivos; Piscinas Olímpicas; Centros Culturais; Autoestradas na sua área de influência.

Este modelo chegou ao fim por estar concluído. Já não falta hardware a este fantástico país.
Hoje precisamos de software que explore este território que construímos: Ideias, Criatividade; Empreendedorismo.
É a recombinação de saberes que promove produtos capazes de entrar no mercado global. E não é difícil enumerar mais de 1000 produtos nacionais - que são concebidos em terras cujos nomes muitos portugueses desconhecem - que têm mercados em raios de muitos milhares de quilómetros.

Dito isto, que julgo consensual, passo à fase das consequências.

Estarão os autarcas portugueses preparados para avaliarem os seus mandatos em função do nr. de empreendedores que foram capazes de gerar nos seus territórios?
Por outras palavras: Estarão os autarcas portugueses capazes de promover software territorial para o hardware que já conquistaram?

Friday, April 17, 2009

Estratégia para tempos de crise

Todos os dias somos confrontados com o encerramento de mais fábricas.
São TRABALHADORES MANUAIS que dificilmente reencontrarão lugar nesta economia do conhecimento.
Também sabemos que para além da grave crise que provoca nas economias das famílias envolvidas, o factor emocional tem um impacto igualmente pesado: Perdem o convívio com os colegas que durante várias décadas alicerçaram mutuamente.

Por outro lado, AS EMPRESAS E AS ORGANIZAÇÕES NACIONAIS desperdiçam tempo e energia à procura de documentos e processos que “nadam” no meio do oceano que são muitas vezes os seus ARQUIVOS.

Porque não transformar essas equipas de têxteis e calçado que chegam ao fim do seu ciclo de competitividade em operadores de digitalização de documentos para os organismos públicos, num programa ocupacional?
Será que esses trabalhadores não ganharão uma nova e promissora actividade profissional?
Será difícil encontrar arquivistas e documentalistas para coordenarem localmente esses processos?

Será que essas organizações beneficiárias não prestarão com isso um melhor serviço à comunidade optimizando com esta iniciativa os seus recursos humanos?